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Mais de 5 mil ex-beneficiários do Bolsa Família estão sendo convocados a devolver o dinheiro recebido pelo programa. Os valores chegam a quase R$ 6 milhões.

A devolução deve acontecer porque foram identificadas irregularidades nas informações prestadas por essas famílias, como explica Elias Fernandes, diretor substituto de Auditoria de Previdência e Benefícios da Controladoria-Geral da União.

Um grupo de trabalho, formado por representantes da CGU, Ministério da Cidade, INSS e Caixa Econômica Federal fez um pente fino em cerca de 340 mil benefícios com indícios de irregularidades.

Para Lelo Coimbra, secretário especial de Desenvolvimento Social, do Ministério da Cidadania, essa ação é importante não só para os cofres públicos mas, também, para população que, de fato, precisa dos programas sociais do governo.

As famílias que foram notificadas terão um prazo de 30 dias para apresentar uma defesa. Caso não seja aceita, terá o mesmo prazo para pagar a guia de recolhimento, com o valor devido.

Quem não cumprir a determinação não poderá mais participar de programas sociais, além de outras sanções, como explica o secretário nacional de Renda de Cidadania, Tiago Falcão.

O programa é voltado para famílias extremamente pobres – renda per capita mensal de até R$ 85 – e pobres – renda per capita mensal entre R$ 85,01 e R$ 170.

Os beneficiários recebem o dinheiro mensalmente e, como contrapartida, cumprem compromissos nas áreas de Saúde e Educação. Atualmente, o programa atende mais de 13,5 milhões de famílias, com cerca de R$ 2,5 bilhões, por mês.

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