Expresso Baleia fez o trajeto Campo Grande/Cuiabá nas décadas de 50 e 60 e teve um grande personagem: o motorista Manoel da Baleia.

CREDITO: CAMPO GRANDE NEWS

Nos anos 60 poucas pessoas entre Campo Grande e Cuiabá não conheciam seu Manoel Severio Souza, mais conhecido como Manoel da Baleia. Ele era motorista da famosa Companhia de Ônibus Baleia, uma empresa que fazia trajetos interestaduais, e uma das únicas que fazia o trajeto de Campo Grande até Cuiabá.

Hoje, aos 77 anos, e morando em Pedro Gomes, uma das cidades que passou por 13 anos quando foi motorista, seu Manoel lembra com carinho da empresa que começou como cobrador e que lhe ensinou a dirigir ônibus. “Eu entrei como cobrador e depois de três anos virei motorista”, diz.

Em Campo Grande, os ônibus saíam na antiga estação rodoviária, que ficava ao lado do Hotel Gaspar. Na saída passavam na Casa Baiana, depois o Colégio da Irmãs 2, Educandário Getúlio Vargas, Preventório, Leprosário, Botas, estacas até Jaraguari. Era o começo até a cidade de Cuiabá.

“Éramos uma das únicas companhias que fazia esse trajeto, então a gente saía de cidade em cidade pegando os passageiros e acabou que pelo tempo fiz várias amizades”, diz Manoel.

Ainda Mato Grosso uno, ele lembra das diferenças entre viajar de ônibus hoje e viajar naquela época, quando as estradas era muito mais desafiadoras.

“Quantas e quantas vezes já não ficamos atolados. Aí tinha que descer todo mundo e os passageiros mesmo ajudavam. Eu começava a viagem de terno e gravata e, muitas vezes, terminava só de calção (risos)”.

Manoel ainda lembra que ficou muito amigo dos donos da Baleia, que eram Valdevino Rodrigues Guimarães, um ilustre personagem da história mato-grossense, tendo sido deputado estadual entre outras coisas, junto de seus irmãos Genésio Rodrigues, José Rodrigues e Dilson de Abreu. “Valdevino era vivo até ano passado, fomos muito amigos a vida inteira”.

Manoel da Baleia lembra de vários nomes dos antigos companheiros, como os motoristas Benedito Martins e sua esposa Jacira,o Ivan, o Cirino, o Zé Japonês, o Aquino e o Roque Cuiabano.

Também fala da antiga garagem de ônibus da empresa lá em Cuiabá, do Antonio Rangel e do Jaime Careca, ambos mecânicos. Ainda do motorista Ivan Siravegna, do cobrador Barriguinha.

A história de Manoel com a companhia que lhe rendeu até um apelido acabou junto com ela, no momento que foi vendida para a empresa Andorinha. “Depois eu fui viver minha vida, fazer outras coisas, mas a melhor época da minha vida foi essa, quando trabalhava na Baleia”.

CREDITO: CAMPO GRANDE NEWS

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