Djone Mendonça (22) “Buguinho” é o nome do homem morto na manhã de hoje entre Costa Rica e Figueirão. Já morou em Chapadão do Sul e Paraíso das Águas é autor confesso do bárbaro assassinato do pecuarista Oscar Serrou Camy (78) e de sua filha Marta Serrou Camy (44) na fazenda Araras, em Pedro Gomes, há 9 anos. Na época ele ainda era menor e estava acompanhado por mais dois homens durante o ataque. Depois do  estupro coletivo colocaram pai e filha num cômodo e os queimaram vivos. O crime repercutiu em todo o Brasil pelo requinte de crueldade.

Depois de morar em Chapadão do Sul e Paraíso das Águas Djone atuava como tatuador em Costa Rica.  Ele foi a vítima fatal no confronto de hoje onde mais três pessoas ficaram feridas. Uma delas levou um tiro nas costas e perdeu a mobilidade das pernas.  Todos tem passagens pela polícia.

Em 2013 foi um dos acusados do duplo homicídio em Pedro Gomes.  Foi preso pelo assassinado do pecuarista e da  filha. Como tinha apenas 15 anos logo foi colocado em liberdade  e seguiu rodando por várias cidades. A Polícia nunca encontrou os outros dois bandidos conhecidos  por Carlos e Robson.

Em seu depoimento  Djone relatou que conhecia Robson e Carlos. Um dia antes do crime a dupla foi até o assentamento onde o adolescente morava. Sabiam que Oscar estava precisando de funcionários para extração de madeira e se aproximaram. Oscar foi até o assentamento, na companhia da filha, para buscar a dupla, que seguiu para a fazenda e trabalhou por alguns dias.

Num domingo, dia do crime, Carlos e Robson convidaram o adolescente para ir até a fazenda tomar tereré. No caminho os comparsas revelaram que a intenção era assaltar pai e filha. Os três foram recebidos pelas vítimas. Robson foi até os fundos e pegou uma barra de ferro, pedindo para o adolescente se afastar, pois iriam matar o “velho”.

Oscar ouviu a conversa e se trancou num quarto, enquanto Marta correu para os fundos da residência. Carlos ficou batendo na porta para abrir e Robson ficou segurando a mulher. Arrombaram a porta do quarto e começaram a espancar o pecuarista que foi atingido com uma barra de ferro na cabeça. Desesperada, do lado de fora da casa, Marta implorava que não matassem o pai.  A mulher foi levada para dentro da casa, agredida e estuprada por Carlos e Robson. Djone também participou do estupro coletivo.

A mulher foi levada para o quarto onde estava o pai. Lá, colocaram um colchão em cima de ambos, embeberam com álcool  e atearam fogo com as vítimas ainda vivas.   Enquanto pai e filha queimavam os três bandidos fugiam com R$ 930,00, um revólver de calibre 38 com quatro munições intactas, bicicleta e algumas roupas das vítimas. O carro da família não foi levado porque nenhum dos três sabia dirigir. Deixaram os celulares por medo de serem rastreados.  (Redação, campograndenews e BNC) (Foto CGN)

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