Variante Delta é a mais preocupante entre as cepas já identificadas no Estado.

Com a chegada da variante Delta, Mato Grosso do Sul tem pelo menos 17 variantes da Covid-19.

A variante que teve origem na Índia foi confirmada na última terça-feira (6) pela Secretaria de Estado de Saúde (SES). Foram identificados três casos, sendo dois em Campo Grande, um homem de 22 anos e uma mulher de 51, e uma mulher de 52 anos de Ladário.

As amostras foram coletadas em julho e encaminhadas para Manaus, devido a falta de sequenciador em Mato Grosso do Sul.

Além da Delta, já foram confirmadas no Estado seis linhagens brasileiras, entre elas a Gama, surgida em Manaus, a P.2, com origem no Rio de Janeiro, e a B.1.1.28 e B.1.1.33, assim como outra subvariante da P.1 e a N.9, que é mutação da P.1.

Já da Europa foram confirmadas a B.1, B.1.1.274, B.1.1 e a B.1.1.44 (Reino Unido, Dinamarca e Islândia). Da América do Sul apareceram a B.1.212 e N.4 (Chile) e dos Estados Unidos surgiu a B.1.240.

Outras variantes tiveram linhagens em diferentes locais, entre elas a B.1.1.247 (Europa, Norte da África e Gâmbia), A.2.5.2 (Itália, EUA e Reino Unido) e a P.1.2 (Brasil, Argentina, Países Baixos, EUA e Espanha).

A variante que predomina em Mato Grosso do Sul é a Gamma, com 41,6% dos casos.

Conforme o secretário de Saúde, Geraldo Resende, ao Correio do Estado, a estratégia agora é pedir reforço em relação à vacinação para ter a imunidade coletiva.

“Com essa nova variante a gente tem como estratégia pedir mais um esforço de todos os prefeitos no sentido de imunização. O mais importante é acelerar, pedir um esforço dos municípios, para acelerar o processo de imunização da D1, D2, e D3”, disse.

Além disso, Resende pede para que as pessoas retornem aos postos de vacinação para completar o ciclo de imunização, com a D2 e a dose de reforço aos idosos. “Vamos encurtar o prazo da Pfizer para 21 dias entre as duas doses”, relatou.

Segundo a infectologista Priscila Alexandrino, a partir do momento em que a variante entra no Brasil, todos os estados vão acabar tendo casos.

“Agora com a variante Delta, é preciso que haja um reforço nas medidas de biossegurança, como isolamento social e uso de máscara. Nós sabemos que ela é mais transmissível, mas não há indícios que é mais letal”, afirmou.

Delta

Surgida na Índia, a variante delta do coronavírus é altamente transmissível e levou a uma explosão de mortes.

No Brasil, ela foi identificada pela primeira vez no Maranhão, em maio, e também registrada em São Paulo.

Especialistas alertam para que toda a população esteja vacinada com as duas doses da vacina, pois as que tomaram apenas a D1 têm uma proteção falha em relação a todas às cepas, mas especialmente em relação à variante delta.

Estudos recentes vêm apontando que essa nova versão do coronavírus é muito mais transmissível e tem maior probabilidade de evadir o sistema imunológico, responsável pelas defesas do nosso organismo.

As vacinas disponíveis contra a Covid-19 demonstram proteção contra a variante delta original, apesar de serem menos eficazes. Uma dose da Pfizer e AstraZeneca tem 33% de eficácia contra a doença sintomática provocada pela variante delta.

Após duas doses, AstraZeneca revela eficácia de 60%, contra 88% da Pfizer. A da Janssen apresenta 66%.

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