Disse que esperava que elas ressuscitassem no “3º dia”; “Matei em nome de Jesus”, disse o suspeito.

Caixões ao lado externo da casa onde a família Romero vivia. Foto: Reprodução

Pablino Giménez Ledezma, de 57 anos, foi preso às 16h desta terça (2.nov.21), após a polícia achar os corpos da esposa dele, Patrocinia Romero Olmedo, de 48 anos, e da filha dele, Noelia Giménez Romero, de 20 anos, sobre camas em quartos da casa da família no Bairro Defensores del Chaco, em Pedro Juan Caballero, cidade paraguaia vizinha de Ponta Porã (MS).

De acordo com Direção Geral de Investigação Criminal, Direção de Investigação de Fatos Puníveis e Departamento de Investigação de Fatos Puníveis de Amambay, mãe e filha foram dadas como desaparecidas em 22 de agosto e, desde daquele mês, os corpos foram mantidos no imóvel, sendo apenas descobertos após exalarem forte mau cheiro, o que levou a suspeição dos vizinhos. A polícia ainda não define a data e não expressa opinião sobre a cronologia dos assassinatos, isso é, se uma foi morta antes da outra.

Foi preso também, José David Giménez Romero, de 22 anos, suspeito de ser comparsa do pai no feminicídio e filicídio, as vítimas eram respctivamente sua mãe e sua irmã. Foram apreendidos ainda, outros dois filhos de Patrocinia e irmãos de Noelia, ambos menores, com as iniciais N.G.R., de 15 anos e A.G.R., de 17 anos.  Todos eles estavam convivendo mesmo com a mãe e irmã mortas em camas em quartos da casa.

Ao ser questionado sobre o crime, Pablino disse que cometeu o ato por “ordem divina”. A polícia paraguaia suspeita que ele tenha convencido os filhos de tal justificativa para que eles não o denunciasse. O homem ainda disse que a filha estava “endemoniada” e que matou as duas após ter sido avisado por “Deus” que elas retornariam à vida “3 dias depois” da morte.

“Matei em nome de Jesus”, confessou o homem ao ser preso.

“Este Departamento na data e hora indicados acompanhados pela comitiva Fiscal a cargo do Agente Fiscal Reinalda Palacios foi até o local a fim de cumprir o mandado de busca e apreensão sem número datado de 02/11/2021 assinado pelo Juiz criminal Alvaro Rojas. No local foram recebidos pelo Sr. Pablino Gimenez Ledesma a quem foi entregue cópia do mandado de busca, a seguir entrou no interior da casa onde foram visualizados dois corpos em último estado de putrefacção em diferentes leitos separados por uma parede de madeira compensada”, explicou a autoridade paraguaia.

Esse é Pablino, que falou à imprensa Paraguai sobre o crime. Foto: Reprodução | Ultima Hora

A data de sumiço de mãe e filha foi registrada em 22 de agosto de 2021 às 4h aproximadamente, pela mãe de Patrocinia, Sotera Olmedo Viuda de Romero, que esteve na delegacia acompanhada de Pablino. O suspeito disse no registro. “Que há 15 dias Noelia sofria de transtorno mental (possuído por um mau espírito) e para tratamento psicológico, a Sra. Patrocinia decidiu transferir sua filha para Cidade del Este, por 3 dias”, o período do tratamento estipulado pelo suspeito em Boletim bate com a expectativa do mesmo de que elas voltassem a vida.

A polícia disse que as investigações para esclarecer as datas de quando foram mortas as mulheres continuam. O suspeito disse que matou as vítimas em datas diferentes, mas a polícia diz que apenas a perícia poderá precisar o dia do crime.

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