INTRÉPIDO PIONEIRO DE PEDRO GOMES,MS.
MANOEL ALVES DE MORAES JUNIOR.

 

 

por: Paulino Mendes

Quis o destino na trajetória vitoriosa deste nosso intrépido pioneiro, que uma simples visita a um dileto amigo, se constituísse num fator importante para a formação de sua numerosa família, hoje pedrogomense tradicional.

 

 

 

Naquela época, Moraes estava em Bacabal no Maranhão, trabalhando como Agente de Estatística. Resolve visitar seu amigo Aldir Nóbrega, então sub-Prefeito de Parambu. No caminho passa na fazenda do Sr. Cicero de Oliveira, onde é bem recebido. Moraes também tem uma grande simpatia pela família do Sr. Cicero. Passa a visitar, sempre que possível a família do mesmo. Logo se enamora de uma de suas filhas, a Antônia Ferreira de Sousa ( Tonica, como era conhecida ).Moraes sempre muito alegre, expansivo e muito trabalhador, ganha também a confiança do Sr. Cícero, e lhe pede a sua filha em casamento.

Esta união infelizmente foi breve, pois Dona Antonina faleceu de parto. Quis também o destino que Moraes casasse novamente, agora com a irmã de Antônia, a Maria de Matos.
Manoel Alves de Moraes Junior era filho de Manoel Alves Moraes e de Dona Jesuína Alves de Moraes. Os ancestrais de seus pais eram de origem portuguesa e holandesa. Seus pais foram os pioneiros ou fundadores da cidade de Campos Sales, no Ceará. Seu pai foi tabelião por 45 anos na cidade. Era um homem de muito respeito, conceituado e muito forte, que morreu aos 84 anos.

Um registro da Biblioteca Municipal na primeira gestão do ex-prefeito Seu Né. Em destaque um religioso católico.

Sr. Moraes, nosso pioneiro nasceu em Campos Sales no dia 18 de fevereiro de 1918. Na sua infância e juventude sempre viveu em Campos Sales com seus pais e irmãos: Antônio, Ovídeo, Nobrelina, Laurieta, e Senhora. Posteriormente, como vimos, ele se estabelece em Parambu, após o seu casamento com a Dona Maria de Matos, agora como comerciante. Ele sempre foi um político atuante e sempre militando na UDN.

Por ocasião da eleição presidencial de 1950, quando concorreram pelo PTB o Getúlio Vargas e pela UDN o Brigadeiro Eduardo Gomes. Como sabemos a vitória foi de Getúlio Vargas.
Moraes ficou um pouco desgostoso e já, há algum tempo, ouvia falar de Mato Grosso, cuja colonização então já tinha começado. Antes de vir para Pedro Gomes, passa por Rondonópolis, então recém criada.

Moraes chegou a Pedro Gomes no dia 26 de agosto de 1952. Enfrentou muitas dificuldades no início, trabalhando inclusive em muitas lavouras , para o sustento da sua família. Posteriormente comprou uma chácara e depois se estabeleceu como comerciante, até ser nomeado como cartorário em 1957. Seguia assim a tradição do seu pai.
Moraes pelo seu trabalho, sua dedicação e obstinação e pela confiança adquirida, logo arrumou inúmeras amizades, quando sempre fez questão de se lembrar dos seus velhos companheiros, como o Manoel Macedo, o Chico do Brás, o Antônio Mascate e a Dona Archângela.

Deve se destacar que a UDN nunca perdeu uma eleição em Pedro Gomes. Moraes e Dona Archângela eram muito queridos pelo povo. Moraes foi festeiro das festas de São Sebastião, sempre com destacada atuação em prol da Igreja. Atuou também como uma espécie de Embaixador dos nordestino em Pedro Gomes, em especial da colônia cearense, que sempre os acolhia e orientava.
Moraes casado com Dona Antonina Ferreira de Souza, em primeiras núpcias, teve um filho :Carlos Alves de Moraes Souza. Em segunda núpcias com Dona Maria Matos de Moraes, tiveram os seguintes filhos : Robledo, Maria do Socorro, Manoel Alves de Moraes Neto, Jesuína, Cícero, Ariosvaldo, Francisca de Fátima, Noélia, Stella Maris, Filhos adotivos : Antônio de Matos Feitosa e Vinícius de Moraes.
O poder legislativo do município deu o nome de uma importante avenida da cidade em homenagem ao nosso intrépido pioneiro, numa justa homenagem.

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