Metro

Pelo menos 24 perfis sociais associados à Rússia e ao leste europeu foram criados para atuar na campanha presidencial de 2014 a favor do então candidato pelo PSDB, Aécio Neves. A informação foi revelada por pesquisadores da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e antecipada pela revista “Veja”. O grupo analisou sub-redes de perfis automatizados, conhecidos por robôs.De acordo com a pesquisa, os robôs foram programados para publicar 14.440 interações no Twitter favoráveis ao tucano utilizando 24 perfis, cerca de 600 publicações cada um.

Valter Campanato/ABr

Os especialistas afirmam que as contas foram criadas praticamente na mesma data, em 2 e 3 de agosto de 2013, e encerraram as atividades entre outubro e novembro de 2014. O período coincide com o primeiro e segundo turno das eleições, diz o texto da revista.
O pesquisador da FGV, Amaro Grassi, explicou que todos os indícios revelam que os perfis falsos eram programados por usuários na Rússia e no Leste Europeu, já que a análise vinculou prestadoras de serviço às campanhas dos candidatos e sites cujos conteúdos foram compartilhados.

Uma das preocupações é de que as eleições deste ano também sofram interferência externa, como teria ocorrido nas presidenciais dos Estados Unidos em 2016, na qual Donald Trump saiu vencedor.

Ainda segundo a publicação, após a revelação, a assessoria de Aécio afirmou que “não usou robôs nem autorizou que qualquer empresa ou pessoa o fizesse” e que, pelo contrário, foi vítima de robôs que atuaram pela campanha de sua adversária, a petista Dilma Rousseff.