Governo Bolsonaro trabalhou para a não aprovação do piso.

Já está em vigor, desde da última sexta-feira (5), quando foi publicado no Diário Oficial da União, a lei que estabelece o piso salarial nacional para enfermeiros e técnicos de enfermagem que é a realidade na nossa região. A lei ainda contempla auxiliares e parteiras.
Com o piso, somente instituições privadas e filantrópicas já tem a obrigação por lei fazer os pagamentos. Municípios que tenham disponibilidade orçamentaria se assim desejarem já podem pagar o valor do piso aos profissionais.

No âmbito estadual e federal só poderão pagar pagar o novo piso após as eleições. “A lei eleitoral não permite ajustes nesse período, só após o pleito, que teoricamente já será no fim do ano fiscal. Então o valor deve começar a valer só em 2023”, disse um representante da categoria em São Paulo, James Francisco Santos.
Por causa da Emenda Constitucional 124, promulgada em meados de julho, A União, os estados, o Distrito Federal e os municípios têm até o fim do atual exercício financeiro para ajustar as remunerações e os respectivos planos de carreiras de seus profissionais.
O valor de referência é R$ 4.750 para enfermeiros com nível superior, R$ 3.325 para técnicos de enfermagem.

Governo Bolsonaro foi contra a votação do Piso da Enfermagem

O presidente Jair Bolsonaro (PL) anteriormente tentar barrar a votação do piso da categoria no Congresso, inclusive  o líder do governo, Ricardo Barros (PP) na Casa de Leis discursou apontando que a aprovação do piso acarretaria um desafio para os cofres públicos e como não havia uma fonte de recursos a orientação do governo é para votar contrário o piso.
O filho do presidente, Eduardo Bolsonaro (PL) votou contra o piso da Enfermagem. Mas, tanto aos líder do governo e assim como o filho do presidente foram derrotados. O piso passou na Casa de Leis com 462 votos a favor e 12 votos contra.
Depois de vencido, o governo na maior cara lisa, comemorou a vitória da enfermagem e o presidente, sem saída, pois o seu possível veto, além de desgastar ainda mais a imagem do presidente, seria derrubado pelo deputados “comemorou” a sansão presidencial.

Outra luta

A categoria agora terá que abraçar uma outra luta. Sobre o veto do reajuste anual, pela inflação, assim como ocorre com o piso dos Professores anualmente. Na prática, com o veto é como se o presidente desse com uma mão e tirasse com a outra, pois ano a ano sem o devido reajuste o piso perderá o seu valor. Uma forma simples de se entender isso é o reajuste do salário mínimo que se não reajustado perde seu poder de compra.

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