Ministério da Defesa enviou ao TSE relatório que aponta suposto “risco à segurança” do processo eleitoral, mas sem conseguir provar fraude no pleito.

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relatório do Ministério da Defesa sobre as urnas eletrônicas não surpreendeu ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), segundo Bela Megale, do jornal O Globo. O documento produzido pela pasta apontou suposto “risco à segurança” do processo eleitoral, mas não conseguiu comprovar a existência de fraude na eleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para a Presidência.

Para ministros do Supremo, o relatório é um “capítulo vergonhoso na história das Forças Armadas”. “Um magistrado afirmou à coluna que o Ministério da Defesa ‘se desmoraliza’ com o parecer e ‘o jogo de cena’ que fez em torno da fiscalização das urnas”, relata a jornalista.

“Uma ala do STF e TSE minimizou o potencial do documento de exaltar os ânimos dos apoiadores de Bolsonaro, já que o texto não aponta fraudes. Outra ala avalia que, mesmo assim, o material pode ser um ‘pretexto’ do presidente para inflamar seus apoiadores”, diz a reportagem.

O presidente do TSE, ministro Alexandre de Moraes, publicou nota na quarta-feira (9) após a divulgação do relatório. Ele afirmou que o TSE recebeu “com satisfação” o documento, que “não apontou a existência de nenhuma fraude ou inconsistência” no processo eleitoral.

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