Não foi a primeira vez que o militar critica o 13°.

Midiamax

O General Hamilton Mourão (PRTB), candidato à vice-Presidência na chapa de Jair Bolsonaro (PSL), criticou nesta terça-feira (02), pela segunda vez, o pagamento do 13° salário.

Sobre o porquê de suas últimas declarações criticando o pagamento do 13°, o general disse à Folha que “simplesmente disse que tem que ter planejamento, entendimento de que é um custo. Na realidade, se você for olhar, seu empregador te paga 1/12 a menos (por mês). No final do ano, ele te devolve esse salário. E o governo, o que faz? Aumenta o importo para pagar o meu. No final das contas, todos saímos prejudicados”.

Segundo o candidato, um dos custos a serem diminuídos no Brasil, para que o país possa “concorrer” economicamente com outros países, é o pagamento do 13°. Entretanto, para ele, essa redução pode ser compensada com o aumento do valor pago mensalmente a título de remuneração.

“Se você recebesse seu salário condignamente, você economizaria e teria mais no final do ano”, afirmou o vice. Porém, para mexer no 13° salário, o próprio general afirma que seria preciso um “amplo acordo nacional para aumentar salários”.

Críticas

No último dia 26, durante uma palestra na Câmara de Dirigentes Lojistas de Uruguaiana, no Rio Grande do Sul, Mourão criticou o 13° o chamando de “jabuticaba brasileira”. O general afirmou que este ‘custo’ é o maior que existe, se tornando “uma mochila nas costas dos empresários”.  Segundo ele, é necessário que haja uma “implementação séria da reforma trabalhista”.

Após as afirmativas, Mourão foi recriminado pelo presidenciável Jair Bolsonaro, que emitiu em suas redes sociais sua desaprovação com relação as falas de seu vice. “O 13° salário do trabalhador está previsto no art. 7° da Constituição em capítulo das cláusulas pétreas. Criticá-lo, além de uma ofensa a quem trabalha, confessa desconhecer a Constituição”, pontuou Bolsonaro.

Sobre ter sido repreendido por Bolsonaro, Mourão disse que é “a maneira dele de se expressar”.

Após o episódio, ficou estipulado que Mourão não participasse mais de eventos políticos. Até esta quinta-feira (04) o general cumprirá apenas agendas fechadas, sem público aberto ou participação da imprensa.