sábado, 21 maio, 2022
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Número de mortos em Petrópolis sobe para 66; há incontáveis desaparecidos

Ao menos 30 corpos já foram reconhecidos. Em partes da cidade, famílias inteiras ainda não foram encontradas pelo Corpo de Bombeiros. Nas ruas do Centro, ônibus, carros e lama formam um cenário de guerra.

O Dia

Chuva forte na cidade de Petrópolis, Região Serrana do Rio, deixa dezenas de pessoas mortas e centenas desabrigadas
AFP

Após o temporal que caiu na tarde de terça-feira, a região central ficou completamente destruída. Ao menos 12 corpos foram encontrados na Rua do Imperador, uma das mais famosas e turísticas da cidade, próximo ao Museu Imperial ao Palácio de Cristal. Na Rua Teresa, conhecida pelo seu comércio têxtil, uma encosta deslizou e dezenas de veículos ficaram pelo caminho.

No início da manhã, no Morro da Oficina, uma mulher clamava pelo nome da filha e tentava ajudar os bombeiros nas buscas por ela e outros parentes, que estão desaparecidos. Ela chegou a cavar os escombros com uma enxada para encontrá-las. “Estão minha filha, a tia dela e uma neném, filha da minha afilhada, debaixo dos escombros. Eu já estou perdendo as esperanças. Um bebê de 1 ano de idade sem respirar, debaixo da lama. Você consegue?”, disse a mulher, desolada, à TV Globo.

No Alto da Serra, irmãos buscavam nos escombros os corpos dos pais, que viviam há mais de 40 anos na mesma casa.

“A gente precisa de um mínimo necessário para reconstruir a cidade. Decretei estado de calamidade pública porque a cidade não tem a menor capacidade de se mobilizar sozinha”, disse o prefeito de Petrópolis, Rubem Bomtempo, à TV Globo.

A maior incidência de deslizamento ocorreu nos bairros do CentroQuitandinhaCaxambuAlto da Serra e Castelânea. Em poucas horas de terça-feira, choveu o previsto para o mês inteiro: o maior registro é de 125.8 mm/h, às 17h15 no Alto da Serra (INEA). No São Sebastião, o acumulado pluviométrico em 6 horas chegou a 259.8 mm, às 21h10.

Ao longo da manhã, fez aeronaves das forças de segurança do estado auxiliarão os trabalhos do Corpo de Bombeiros local, onde mais de 180 militares trabalham no atendimento à população.

No momento, famílias estão sendo acolhidas em pontos de apoio que funcionam em escolas da cidade. São elas:

– 24 de Maio
Escola Estadual Augusto Meshick (Rua 24 de Maio, s/n)
– Alto da Serra
Escola Municipal Vereador José Fernandes da Silva (Rua Teresa, 1.781)
– Bingen
Salão Paroquial São Paulo Apóstolo (Rua João Xavier, 799)
– Dr. Thouzet
Escola Paroquial Bom Jesus (Rua Dr. Thouzet, 820)
– Independência
Escola Municipal do Alto Intependência (Rua Leonor Maia, 1.670)
– Itaipava
Escola Municipal Dr. Paulo Buarque (Estrada de Petrópolis, km 2)
– Quitandinha – Amazonas
Escola Municipal Stefan Zweig (Rua Sergipe, s/n)
– Quitandinha – Duques
Escola Municipal Odette Fonseca (BR-040 sentido Juiz de Fora, km 85)
– Quitandinha – Espírito Santo
Escola Municipal Governador Marcello Alecanr (Rua Amaral Peixoto, s/n)
– Quitandinha – Rio de Janeiro
Centro de Educação Infantil Chiquinha Rolla (Rua Campos, s/n)
– São Sebastião
Escola Municipal Papa João Paulo II (Rua São Sebastião, 625)
– Sargento Boening
Escola Municipal Ana Mohammad (Estrada do Paraíso, 710)
– Siméria
E.M. Rosalina Nicolay (Estrada Presidente Sodré, s/n)
– Vale do Cuiabá
Quadra Boa Esperança (Estrada Ministro Salgado Filho s/m)
– Vila Felipe
Escola Municipal Dr. Rubens de Castro Bomtempo (rua Permínio Schimidt, s/n)
– Floresta
Escola Municipal Duque de Caxias (Travessa Luciando Camarota, 78)

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